Estudantes brasileiros costumam ir à Alemanha principalmente para
estudar o idioma oficial do país, mas o grande número de universidades e
a boa qualidade de ensino também o colocam como um dos melhores
destinos para quem quer fazer um curso de graduação ou pós-graduação no
exterior. O país apresenta ainda um campo riquíssimo para a pesquisa,
principalmente na engenharia automotiva e nos laboratórios
farmacêuticos.
Para ingressar numa universidade alemã, o
estudante estrangeiro deve fazer um ano de curso preparatório. Chamado
de "Studienkolleg", o curso tem o objetivo de ensinar o idioma oficial e
de complementar a formação do estrangeiro de acordo com o currículo
alemão. Isso porque os cursos médio e técnico no Brasil têm duração
inferior aos da Alemanha. Enquanto os brasileiros estudam por 11 anos,
os alemães demoram 13 anos para completar a mesma formação escolar. A
aprovação no teste final do "Studienkolleg" é o passaporte para as
universidades do país.
É possível pedir transferência de um curso
universitário brasileiro para a mesma carreira em uma instituição
alemã, mas apenas depois de completar o mínimo de quatro semestres no
Brasil. Neste caso, o procedimento burocrático exige apresentação de
histórico acadêmico com tradução juramentada para o alemão e uma
pré-avaliação por parte do órgão do país que decidirá em que nível do
curso o estrangeiro poderá ingressar. O candidato deve ainda realizar um
teste de idioma, conhecido como DSH, ou um teste de equivalência,
conhecido como Test-DaF, aplicado pelo Instituto
Goethe.
Na Alemanhã também há oferta de programas
equivalentes aos cursos técnicos ou profissionalizantes no Brasil. Em
algumas universidades é possível encontrar os mesmos programas, com
aulas em língua inglesa.
Os estrangeiros (com visto
correspondente) têm direito a trabalhar até 20 horas semanais no país,
mas, como as leis de imigração sofrem alterações regularmente,
recomenda-se perguntar sobre as regras de trabalho na Embaixada do país,
antes de comprar a passagem aérea.
Sem estereótipos
Morar
na Alemanha é uma grande oportunidade para acabar com estereótipos a
respeito da cultura de seu povo. A idéia de que o alemão é não demonstra
afeição e é intolerante com imigrantes costuma mudar após as primeiras
semanas de convivência.
A Alemanha representa a terceira maior
economia mundial, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão. É um país
industrializado e populoso, com 82 milhões de habitantes distribuídos de
maneira heterogênea pelo país -1/3 do total vive em áreas urbanas.
A
região metropolitana de Berlim, que vem crescendo desde a reunificação
dos blocos capitalista e socialista (1990), tem uma população estimada
em 4,3 milhões de pessoas. Na região industrial entre o Reno e o Ruhr,
onde as cidades quase se fundem umas com as outras, vivem mais de 11
milhões de pessoas, mais ou menos 1.100 por km2.
Berlim, a
capital, é uma das grandes atrações turísticas para quem vai a Alemanha,
não só por ser uma cidade bonita, bem cuidada e agradável, mas por ser
um dos maiores símbolos da história contemporânea.
Principal
palco da Segunda Guerra Mundial, a cidade também sustentou durante 28
anos o "muro de Berlim" -maior símbolo da divisão do país nos blocos
socialista e capitalista. Construído entre 1961, o "muro da vergonha"
representou a separação dos sistemas ideológicos, políticos e econômicos
das alemanhas oriental e ocidental. Sua queda, em 1989, marcou não só o
fim da "Guerra Fria" como também o início da reunificação do país, que
ainda hoje investe grande parte de seu capital na duplicação de rodovias
e outras "melhoras" na antiga Alemanha oriental.
Reunificada
oficialmente em outubro de 90, a Alemanha ainda luta para superar a
desigualdade existente entre "ossies" (orientais) e "wessies"
(ocidentais).